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Dra. Mirella Sá destaca avanço da medicina metabólica e alerta sobre os riscos do emagrecimento sem acompanhamento

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Médica explica como a medicina moderna passou a enxergar obesidade, menopausa e metabolismo de forma mais ampla, indo além da estética e focando em saúde, longevidade e qualidade de vida

Durante décadas, a obesidade foi tratada quase exclusivamente como uma consequência de maus hábitos alimentares ou falta de disciplina. Dietas restritivas, exercícios intensos e fórmulas prontas dominaram o discurso sobre emagrecimento por muitos anos. Hoje, porém, a medicina vive uma transformação importante. Com o avanço da medicina metabólica e o crescimento do uso de medicamentos como semaglutida e tirzepatida, profissionais da saúde passaram a enxergar a obesidade como uma doença complexa, multifatorial e diretamente ligada à saúde hormonal, inflamação, composição corporal e qualidade de vida.

A médica Dra. Mirella Sá afirma que a discussão atual vai muito além da estética e alerta para os perigos do emagrecimento rápido sem acompanhamento adequado. Segundo ela, existe uma romantização preocupante em torno da perda acelerada de peso, principalmente nas redes sociais, onde muitas pessoas acabam utilizando medicações potentes sem qualquer avaliação clínica aprofundada. Para a médica, emagrecer na balança não significa necessariamente recuperar saúde metabólica.

“Hoje vemos pessoas perdendo peso rapidamente, mas sem preservar massa muscular, sem investigar hormônios, sem avaliar o metabolismo e sem cuidar da saúde de forma global. Isso pode trazer consequências importantes para o organismo e comprometer qualidade de vida no futuro”, afirma.

O crescimento mundial da obesidade fez com que a comunidade científica voltasse os olhos para tratamentos mais modernos e individualizados. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde apontam que a obesidade mais do que dobrou nas últimas décadas e, no Brasil, o excesso de peso já afeta mais de 60% da população adulta. Para Dra. Mirella Sá, reduzir essa condição apenas à alimentação é ignorar a complexidade do problema.

Ela explica que a obesidade envolve fatores como inflamação crônica, resistência insulínica, alterações hormonais, sedentarismo, sono desregulado, estresse emocional, perda muscular e até questões psicológicas. Segundo a médica, muitos pacientes chegam ao consultório após anos de tentativas frustradas de emagrecimento, carregando histórico de dietas extremas, protocolos da internet e sensação constante de fracasso.

“São pessoas cansadas física e emocionalmente. Muitas vezes ninguém investigou profundamente o metabolismo delas. O corpo deixa de responder da forma esperada porque existe um conjunto de fatores metabólicos e hormonais interferindo diretamente no emagrecimento”, explica.

Entre as mulheres acima dos 35 anos, a conversa sobre metabolismo ganhou ainda mais relevância por causa das mudanças hormonais relacionadas à perimenopausa e à menopausa. Segundo Dra. Mirella Sá, muitas pacientes chegam acreditando que os sintomas fazem parte apenas do envelhecimento natural, quando na verdade estão vivendo um processo de desregulação hormonal importante.

Ela afirma que alterações hormonais podem contribuir para aumento da gordura visceral, fadiga, piora do sono, perda de massa muscular, compulsão alimentar, retenção de líquido e desaceleração metabólica. Para a médica, ignorar hormônios durante o processo de emagrecimento pode comprometer completamente os resultados.

“Quando existe desequilíbrio hormonal, o corpo trabalha contra a paciente. O metabolismo desacelera, o sono piora, aumenta a dificuldade para preservar músculo e a qualidade de vida cai significativamente”, destaca.

Nos últimos anos, estudos publicados por instituições internacionais como The New England Journal of Medicine, The Lancet e Mayo Clinic mostraram resultados expressivos no tratamento da obesidade com medicamentos da classe GLP-1, incluindo perdas de peso antes observadas quase exclusivamente em cirurgias bariátricas. Apesar disso, médicos passaram a discutir outro ponto considerado fundamental: a composição corporal.

Segundo Dra. Mirella Sá, perder músculo junto com gordura pode acelerar o envelhecimento, reduzir força física, piorar metabolismo e comprometer saúde futura. Por isso, a preservação muscular passou a ser prioridade dentro da medicina metabólica moderna.

Ela explica que o tratamento atual da obesidade envolve uma estratégia muito mais ampla, incluindo avaliação hormonal, planejamento nutricional individualizado, preservação de massa muscular, treino de força, saúde intestinal, qualidade do sono, controle inflamatório e acompanhamento contínuo.

“A medicina da longevidade não busca apenas corpos menores. Busca pacientes mais saudáveis, metabolicamente fortes, funcionais e com mais autonomia ao longo da vida”, afirma.

O crescimento explosivo do uso das chamadas “canetas emagrecedoras” também trouxe preocupações importantes entre profissionais da saúde. A médica alerta que o uso inadequado dessas medicações pode gerar perda excessiva de massa magra, flacidez acelerada, deficiências nutricionais, efeito rebote, alterações hormonais e compulsão alimentar após interrupção do tratamento.

“O medicamento não faz milagre sozinho. Sem estratégia e acompanhamento adequado, o paciente pode até emagrecer na balança, mas continuar metabolicamente doente”, ressalta.

Para Dra. Mirella Sá, a nova geração da medicina metabólica caminha para tratamentos cada vez mais personalizados, integrando tecnologia, medicina hormonal, inteligência metabólica, saúde emocional, composição corporal e estratégias voltadas para longevidade.

Ela acredita que a próxima década deve transformar completamente a forma como a sociedade enxerga emagrecimento e envelhecimento saudável. Segundo a médica, o foco da medicina moderna deixa de ser apenas aparência estética e passa a priorizar vitalidade, autonomia, disposição e qualidade de vida.

“O paciente não quer apenas perder peso. Ele quer recuperar energia, autoestima, saúde hormonal, confiança e bem-estar. A grande mudança da medicina atual é entender que obesidade nunca foi apenas estética. Trata-se de saúde metabólica e de preservar qualidade de vida ao longo dos anos”, conclui.

Para quem busca uma abordagem moderna e personalizada sobre emagrecimento, metabolismo e longevidade, Dra. Mirella Sá vem se destacando justamente por unir ciência, acompanhamento individualizado e foco na saúde integral do paciente.

Instagram: @dramirellasa

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Contato: (27) 99233-8909

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