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Médicos alertam para síndromes neurológicas associadas à dengue, especialmente casos de Síndrome de Guillain Barré.

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# Médicos alertam para síndromes neurológicas associadas à dengue, especialmente casos de Síndrome de Guillain Barré.

Em entrevista exclusiva ao jornal O Globo, os neurologistas Marco Orsini, Carlos Henrique Melo Reis e Marcos RG de Freitas destacaram a preocupação com as síndromes neurológicas associadas à dengue, mesmo diante da redução expressiva no número de casos da doença em comparação com o mesmo período de 2025. Segundo dados apresentados por Orsini, ios casos de dengue declinaram cerca torno de 75% em relação ao ano anterior. “Entre janeiro e 11 de abril deste ano, foram registrados aproximadamente 230 mil casos prováveis da doença, enquanto no mesmo período de 2025 o número se aproximava de 1 milhão”.

De acordo com Orsini e Carlos Henrique Melo Reis, a redução dos casos é resultado de um conjunto de ações que incluem campanhas de conscientização, orientação da população sobre os riscos da doença, ampliação da imunização e o uso do método Wolbachia (tecnologia, já aplicada em alguns estados e municípios brasileiros, que consiste na inserção da bactéria Wolbachia no mosquito Aedes aegypti). Segundo os neurologistas, a presença da bactéria impede que os vírus se desenvolvam dentro do inseto, reduzindo significativamente sua capacidade de transmissão. “A inciativa representa um avanço importante no combate às arboviroses- destaca Marco.

Apesar do cenário considerado positivo, Carlos Henrique Melo Reis alerta que o momento exige atenção contínua e reforço das campanhas preventivas. O médico enfatiza que a população não pode relaxar nos cuidados básicos dentro de casa e precisa manter vigilância constante em relação a possíveis focos do mosquito em residências vizinhas e em toda a comunidade. Segundo Orsini, o combate à dengue depende diretamente da participação coletiva da sociedade.

O professor Marcos RG de Freitas reforçou a preocupação com os quadros neurológicos graves associados à dengue, especialmente os registrados após a infecção viral. Entre as principais complicações está a Síndrome de Guillain-Barré, uma condição neurológica grave em que o organismo passa a atacar o sistema nervoso periférico. O especialista explica que, na maioria dos casos, a doença começa pelos pés e pernas, avançando progressivamente para os membros superiores. Os pacientes costumam apresentar perda rápida de força muscular, dificuldade para caminhar, levantar-se e realizar tarefas simples do cotidiano. “Alguns casos podem ser muito graves por envolvimento respiratório”

Freitas acrescenta que sintomas sensitivos como dor, dormência e alterações de sensibilidade também podem surgir, tornando essencial que o diagnóstico e o tratamento sejam realizados de forma rápida para evitar a progressão da síndrome e possíveis sequelas.

Marco Orsini também destacou que outras complicações neurológicas podem ocorrer após infecções por arbovírus, incluindo encefalites, que são infecções que atingem o cérebro, e mielites, que afetam a medula espinhal. Segundo ele, além da dengue, vírus como Zika e Chikungunya também apresentam potencial para desencadear alterações neurológicas importantes.

Os médicos, Orsini e Carlos Henrique Melo Reis, ainda citaram estudos recentes que apontam que o risco de desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré é maior nos primeiros quinze dias após a infecção pela dengue. Segundo os especialistas, para cada 1 milhão de casos de dengue, cerca de 35 a 40 pessoas podem desenvolver a síndrome. Embora o número seja considerado pequeno em termos estatísticos, Marcos RG de Freitas alerta que o dado é preocupante diante da gravidade das complicações e dos impactos que essas condições podem causar na vida dos pacientes. Todos são categóricos ao afirmar que as campanhas de prevenção devem ser continuadas e o tratamento dessas condições o mais precoce possível.

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