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O homem que está transformando médicos em influenciadores com credibilidade

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O ecossistema que está provando que qualquer médico, em qualquer cidade, pode se tornar referência nacional no seu nicho.

O Brasil formou mais de 32 mil médicos em 2023. No mesmo período, havia menos de 17 mil vagas de residência disponíveis. Para 2025, a projeção é de que o país chegue a cerca de 635 mil médicos em atividade, perto de três profissionais por mil habitantes, segundo a pesquisa Demografia Médica no Brasil 2025, da Universidade de São Paulo em parceria com o Ministério da Saúde e a Associação Médica Brasileira. Mercado saturado. Remuneração comprimida pelos convênios. Concorrência crescendo a cada semestre.

Foi nesse cenário que Douglas Gomides enxergou um problema e construiu um negócio.

Com 18 anos de atuação em comunicação e marketing médico, Gomides é o fundador do Doctor Creator, ecossistema voltado à construção de autoridade digital de médicos. A premissa é direta: o médico que não aparece nas redes perde paciente para quem aparece. Independente de currículo, de tempo de formado ou de especialidade.

“A maioria dos médicos foi treinada para ser o melhor profissional da sala. Ninguém ensinou como ser o mais encontrado”, diz Douglas Gomides.

1. O mercado que ninguém via

O setor global de marketing de influenciadores atingiu US$ 22,2 bilhões em 2025, mais que o dobro dos US$ 9,7 bilhões registrados em 2020, segundo a Fortune Business Insights. O Goldman Sachs avalia que a indústria como um todo movimenta cerca de US$ 250 bilhões, com projeção de chegar a US$ 500 bilhões até 2027. Uma parcela crescente desse fluxo passa pelo setor de saúde.

No Brasil, o número de influenciadores digitais saltou de 1,2 milhão em 2024 para 2,1 milhões em 2025, segundo levantamento da Influency.me. Entre eles, médicos de todas as especialidades que descobriram que presença digital se traduz diretamente em agenda cheia e pacientes particulares, sem depender de convênio, de indicação ou de plantão.

À medida que a confiança migra das instituições para os indivíduos, médicos passam a ocupar o papel de líderes de opinião dentro de suas especialidades, educando pacientes, construindo audiência e influenciando decisões clínicas reais a partir das redes sociais.

“Médico que vira influenciador sem estratégia vira entertainer. Médico que constrói autoridade com método vira referência. São resultados completamente diferentes”, afirma Douglas Gomides.

2. Os cases que mostram o método

Os exemplos que saem do Doctor Creator cobrem especialidades que vão da dermatologia à oftalmologia, da cirurgia plástica à gastroenterologia. O denominador comum não é a especialidade. É o método: identificar um nicho, construir autoridade dentro dele e transformar presença digital em resultado clínico real.

O que Douglas Gomides faz questão de deixar claro é que o indicador mais importante não é o número de seguidores. É a relevância construída dentro do nicho.

“Mil seguidores certos valem mais do que cem mil seguidores aleatórios. O médico que se torna a referência dentro de um recorte específico não compete com ninguém. Ele é o único.”

A Dra. Juliana Paola, ginecologista especializada em menopausa, construiu quase 900 mil seguidores falando sobre climatério com precisão clínica para mulheres que passavam anos sendo ignoradas pelo sistema de saúde.

A Dra. Mariela Muniz, dermatologista com o mesmo recorte de público, conectou saúde da pele à saúde hormonal feminina num ângulo que a medicina tradicional raramente aborda. Ela não esperou o mercado entender. Criou o mercado.

A Dra. Lana Torres se tornou referência em tratamento de casais em Jundiaí, construindo uma autoridade local e regional que transformou o consultório em destino, não em opção. A Dra. Lidiana Dosso foi além do nicho de especialidade e criou uma identidade: tornou-se conhecida como a Médica do Intestino, um posicionamento tão claro e tão preciso que o paciente não precisa procurar, ele já sabe quem procurar.

O Dr. Lucas Tosi, ginecologista no interior de São Paulo, se tornou uma das maiores referências em menopausa fora das capitais. A Dra. Glauce Casaes, especialista no interior da Bahia, transformou presença digital em autoridade que transborda para o nacional. O Dr. Keylon Lucarelli, nutrólogo referência em saúde masculina e testosterona em São Paulo, construiu audiência com conteúdo técnico e posicionamento de nicho preciso.

De Jundiaí ao interior da Bahia, de São Paulo às cidades médias do Brasil, o padrão se repete: nicho claro, método consistente, autoridade construída.

“O Instagram eliminou a geografia como barreira de autoridade médica. Um médico do interior da Bahia pode ser mais reconhecido no seu nicho do que um médico da Avenida Paulista. Isso nunca tinha sido possível antes”, diz Gomides.

3. O que está por trás do número

Autoridade digital não é sobre seguidores. É sobre o que os seguidores representam.

Segundo levantamento da consultoria Minuto Saudável, 94,4% dos brasileiros com acesso à internet buscam informações sobre saúde na rede. Esse paciente pesquisa antes de marcar consulta. Consome conteúdo antes de confiar em qualquer profissional. Decide com base no que encontra e escolhe o médico que já conhece antes mesmo de entrar no consultório.

Para Douglas Gomides, é aí que está a virada que a maioria ainda não compreendeu completamente.

“Autoridade não é só técnica. É também quem você é. Paciente não escolhe só o médico mais qualificado. Escolhe o que ele conhece, em quem confia, com quem se identifica. O médico que constrói isso nas redes não está fazendo marketing. Está construindo o ativo mais rentável que existe na medicina privada moderna.”

Douglas Gomides documenta publicamente esse processo, incluindo a construção da casa, o nascimento do primeiro filho, Leon, e o casamento com Lari. Uma narrativa que não separa o estrategista do ser humano por trás da empresa.

4. O que vem pela frente

Em maio de 2026, o Brasil tem mais de 600 mil médicos competindo pelos mesmos pacientes. A visibilidade deixou de ser diferencial. Virou requisito.

A janela que ainda está aberta, a de chegar primeiro no nicho, de construir autoridade antes que o concorrente entenda que precisa fazer o mesmo, não vai ficar aberta para sempre.

“A pergunta não é mais se o médico deve estar nas redes. É quanto ele está perdendo por não estar.”

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